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O que a Avie nunca responde sozinha

A Avie é uma secretária: cuida do administrativo. Ela não dá conduta clínica, não sugere diagnóstico, não orienta medicamento e não avalia gravidade de sintoma. Esses limites não são uma configuração que a clínica possa afrouxar — são parte do desenho do produto.

O que dispara a entrada de uma pessoa

A Avie para e chama a equipe quando a conversa envolve:

  • urgência ou sintoma agudo — qualquer coisa que soe como emergência sai da automação na hora;
  • dúvida clínica — “esse remédio pode?”, “isso é normal?”, “meu filho está com febre”;
  • assunto sensível — sofrimento, crise, situação familiar delicada;
  • reclamação — insatisfação com atendimento, com valor ou com resultado;
  • exceção comercial — desconto, condição especial, cobrança contestada;
  • qualquer coisa fora das regras que a clínica definiu.

Toda derivação nasce com um motivo legível no painel: a equipe vê por que a conversa chegou até ela, sem precisar reler tudo.

O que ela responde bem

Valor da consulta e o que está incluso, endereço e como chegar, modalidades de atendimento, formas de pagamento, preparo para a consulta, documentos necessários, horários disponíveis, confirmação, remarcação e cancelamento, retomada de quem parou de responder.

Por que o limite é fixo

Uma secretária humana também não dá conduta clínica — e ninguém considera isso uma limitação do cargo. A diferença é que a pessoa sabe intuitivamente onde parar, e um sistema precisa que isso esteja escrito. Deixar esse limite configurável seria oferecer à clínica a possibilidade de assumir um risco que não é dela para assumir.

E se a IA errar assim mesmo

A clínica controla o quanto a Avie fala sozinha. No começo, o modo recomendado é revisão humana: a IA escreve, a equipe aprova, e só depois o envio automático é liberado por assunto. Mesmo com envio automático ligado, os casos acima continuam saindo para revisão.

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